Entrevista comigo

Olá Fábio. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?

O livro é uma reunião de contos sobre as várias etapas da vida. É uma grande homenagem à infância e as memórias construídas através dela. Sempre tive a ideia de escrever um livro sobre a infância e juventude, como uma espécie de prelúdio literário, uma origem para a minha literatura. Apesar disso, o livro é destinado a jovens e adultos que gostariam de despertar as próprias memórias desta época.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?

Comecei a escrever aos treze anos, mas sempre tive contato com as letras. Meu gosto pela Literatura se deu através da leitura de obras da famosa coleção Vaga-lume e com as histórias em quadrinhos. O Ciclo da Vida é meu segundo livro, mas o primeiro em prosa, sem dúvida alguma é apenas o início de minha literatura.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?

O Brasil não tem poucos leitores, mas sim, a leitura é pouco valorizada. A verdade é que a leitura não atrai os jovens e já afastou os mais velhos e nem há interesse de fazê-la se valorizar perante eles. A obrigatoriedade na escola e o modo como é ensinada acabam por afastar potenciais leitores, não há atratividade em obras literárias que, por vezes, é extensa, cansativa e em uma linguagem pouco entendível para os dias de hoje e não se ensina como se deve ler. Machado de Assis não se lê sozinho, deve-se aprendê-lo, portanto não se pode colocar no colo de um adolescente um autor de cem anos atrás e esperar que ele leia a obra deste autor como se visse um filme de ação ou lê-se as mensagens de seus amigos no WhatsApp. Deve-se ensiná-lo a ler. Ensinar a ler literatura.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?

Quando eu escrevi meu primeiro livro (O Sol Se Tornando Cinza, de poesia), passei a procurar oportunidades para publicá-lo de forma própria, então, ao pesquisar no mar de informações sobre o mercado editorial na internet, me deparei com a Scortecci. Li praticamente todas as informações disponíveis e até comprei O Guia do Profissional do Livro, publicado por vocês. Após isso, levou mais um ano até que tive coragem de realmente publicar e lembrei da Scortecci, que havia me chamado a atenção tanto pelo Guia quanto pelo tempo no mercado.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?

Com certeza, pois além de despertar a memória da infância, há um toque especial nos contos que pode surpreender os leitores e fazê-los pensar em histórias de sua infância e adolescência de forma diferente daquelas a que estão acostumados.

A mensagem que eu deixo é: sempre tenha um olhar de criança, mesmo para questões distantes da infância, mas que fazem parte da vida adulta.

Esta entrevista foi originalmente publicada em 14 de novembro de 2016, no Blog do Escritor, da Scortecci Editora, para a divulgação de meu segundo livro.

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