Eu e os Cavaleiros do Zodíaco

*Publicado originalmente em 1° de setembro de 2014.

Hoje, 1° de setembro, há exatos 20 anos (1°/09/1994), estreava na mítica Rede Manchete o seu maior sucesso para além das telenovelas: o anime Os Cavaleiros do Zodíaco. Mas não estou aqui para falar de Cavaleiros, afinal, se você não conhece, você não é brasileiro (e nem mexicano, argentino, venezuelano, colombiano, espanhol, italiano, japonês, francês…). Estou aqui para falar do significado deste desenho animado japonês em minha vida. Parece algo trivial, mas foi a maior influência de minha vida (para além da “vida real”, lógico).

Vamos aos fatos:

– Quando eu tinha 5 anos, minha mãe e meu irmão fizeram uma armadura de cartolina para mim. Não durou uma hora intacta. Infelizmente não há fotos da minha invencível armadura.

– Lembro de que, na pré-escola (aos 5 anos), havia um colega que desenhava os Cavaleiros e eu achava foda por não conseguir tal façanha (não consigo desenhar até hoje).

– No meu aniversário de 6 anos, eu exigi uma temática com os Cavaleiros. Mas não tinha do Seiya, do Ikki e nem do Shiryu, por já estarem alugadas. Minha festa teve tema do Hyoga e eu não gostava dele na época.

– A revista Heróis do Futuro foi meu guia definitivo sobre CDZ (e cultura pop) até a era da internet. Eu não gostava muito da mítica Herói, talvez por não me chamar muito a atenção, apesar de ter colecionado ela a partir do ano 2000 (com a internet em paralelo, claro).

– Eu comprava bonecos de CDZ nos camelôs por serem caros à época. Tenho alguns destruídos até hoje. E por destruídos eu quero dizer: sem armaduras de verdade, mas cheios de massinha de modelar. Sim, eu criava armaduras com massinha para meus bonequinhos (digo, “action figures”, na língua atual).

– Lembro das balas Zung que vinham com as figurinhas dos Cavaleiros. Tive o álbum (em formato de pôster), mas não lembro se cheguei a concluir. Enfim, até hoje sinto saudades do gosto dessas balas. Eram as melhores!

– Parte de meu conjunto moral vem deste anime: amizade, companheirismo, honra, lealdade, dignidade, entre outras questões, são abordadas de forma incrível, quase didática em CDZ (e em praticamente TODOS os animes clássicos a passar no Brasil. O maior deles – além de Cavaleiros: Dragon Ball). Claro, um desenho animado não substitui o convívio social (família, escola, trabalho, vizinhos…), onde esse conjunto moral é vivenciado e entendido. E dizem que desenhos animados japoneses (vulgo animes) só tem violência…

– CDZ teve seu mangá (quadrinhos) publicado no ano 2000, foi o primeiro (ao lado de Dragon Ball) a ser publicado em formato original japonês, aqui no Brasil. Nesta época, além de colecionar religiosamente todos os números, eu alugava os VHS dos filmes dos Cavaleiros. Devo ter batido recorde de locação de cada uma das quatro fitas.

– A primeira coisa concisa que escrevi foi um prólogo para uma nova saga de CDZ, em 2003, antes mesmo da minha primeira história “oficial” ser escrita. Era a Saga de Ares, o deus da guerra!

– Desde o meu primeiro contato com a internet, possivelmente o que eu mais procurei foram dados, fotos, jogos e vídeos de Cavaleiros do Zodíaco. Lembro de ter um banco de fotos imenso dos Cavaleiros. Até o ano de 2003 eram só fotos e alguns vídeos de aberturas e encerramentos da série que eu baixava, mas, a partir daí foi lançada a Saga de Hades em anime, a primeira coisa “grande” que eu baixei pela internet. Esperar o fim de semana pra baixar 1 episódio de 50MB por noite ninguém merece. Os dois primeiros CDS que eu gravei (digo, que meu irmão gravou para mim), que tenho até hoje (mas estão corrompidos), tem boa parte desse material que falei. Ah! Os papeis de parede que usei em meu computador até 2006 era dos Cavaleiros!!!! (Que infantil, quase todo mundo deve pensar…hehe)

– A Saga de Hades me deixou bastante empolgado, mas quando CDZ estreou no Cartoon Network em 1° de setembro de 2003, eu fiquei tão ansioso que quase chorei. Não, eu não chorei, eu juro!

– Em 2005 criei meu perfil no site Cavzodiaco.com.br, que hoje é o maior site sobre Cavaleiros e de um único anime do mundo e uma das maiores comunidades de animes em geral que existem, com mais de 120.000 fãs/perfis ativos. E eu sou o 12°!!!!!!! Sim, eu entro todos os dias no site!

– Tenho todos os DVDS oficiais dos Cavaleiros já lançados no Brasil. Exceto a última box do Ômega, já que espero os BDS. Ômega é uma merda, mas eu vou comprar mesmo assim.

– Tenho todos os mangás já lançados no Brasil (exceto os dois relançamentos do mangá original, pois os achei desnecessários para mim), além da enciclopédia oficial, dos anime comics (quadrinhos baseados nos filmes) e dos light novels (romances) Gigantomaquia.

– Tenho apenas dois Cloth Myth, os action figures de luxo dos Cavaleiros: o deus Hades e Ikki de Fênix V2 EX. Pretendo comprar 1 por ano, pois são caros pra caralho!

– Sim, me tornei nerd e otaku por causa de CDZ, que me acostumou a essa vida maravilhosa no mundo mágico da ficção, ao lado de Yu Yu Hakusho, Sailor Moon, Shurato, Fly, Street Fighter V-II, Rayearth, Changeman, Cybercops…

– Sou fã absoluto de desenhos animados, mas Cavaleiros é o número 1 e Dragon Ball, o número 2, para mim. E citei bastante Dragon Ball por ser, talvez, o maior sucesso da história da animação japonesa e, por sua vez, o desenho animado mais popular de todos os tempos, ao lado de Os Simpsons (o meu n° 3).

– Alguns poemas de meu primeiro livro (“O sol se tornando cinza”) são baseados em Cavaleiros do Zodíaco, e são, sobretudo, títulos de músicas ou episódios do anime.

– Acho que é isso.

– Sim, já falei umas duas vezes: sou nerd.

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