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1 – A Gênese do Escritor

2 – A Lua Se Tornando Rubra

3 – Vênus Enfurecida

4 – Guerra em Marte

5 – A Terra Perdendo o Azul

6 – Mercúrio Explosivo

7 – O Muro das Lamentações

8 – O Livro dos Experimentos

9 – Poeira dos Sonhos

10 – Laboratório

11 – Miscelânea (último ebook, pré-venda para maio)

 

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Entrevista comigo

Olá Fábio. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?

O livro é uma reunião de contos sobre as várias etapas da vida. É uma grande homenagem à infância e as memórias construídas através dela. Sempre tive a ideia de escrever um livro sobre a infância e juventude, como uma espécie de prelúdio literário, uma origem para a minha literatura. Apesar disso, o livro é destinado a jovens e adultos que gostariam de despertar as próprias memórias desta época.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?

Comecei a escrever aos treze anos, mas sempre tive contato com as letras. Meu gosto pela Literatura se deu através da leitura de obras da famosa coleção Vaga-lume e com as histórias em quadrinhos. O Ciclo da Vida é meu segundo livro, mas o primeiro em prosa, sem dúvida alguma é apenas o início de minha literatura.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?

O Brasil não tem poucos leitores, mas sim, a leitura é pouco valorizada. A verdade é que a leitura não atrai os jovens e já afastou os mais velhos e nem há interesse de fazê-la se valorizar perante eles. A obrigatoriedade na escola e o modo como é ensinada acabam por afastar potenciais leitores, não há atratividade em obras literárias que, por vezes, é extensa, cansativa e em uma linguagem pouco entendível para os dias de hoje e não se ensina como se deve ler. Machado de Assis não se lê sozinho, deve-se aprendê-lo, portanto não se pode colocar no colo de um adolescente um autor de cem anos atrás e esperar que ele leia a obra deste autor como se visse um filme de ação ou lê-se as mensagens de seus amigos no WhatsApp. Deve-se ensiná-lo a ler. Ensinar a ler literatura.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?

Quando eu escrevi meu primeiro livro (O Sol Se Tornando Cinza, de poesia), passei a procurar oportunidades para publicá-lo de forma própria, então, ao pesquisar no mar de informações sobre o mercado editorial na internet, me deparei com a Scortecci. Li praticamente todas as informações disponíveis e até comprei O Guia do Profissional do Livro, publicado por vocês. Após isso, levou mais um ano até que tive coragem de realmente publicar e lembrei da Scortecci, que havia me chamado a atenção tanto pelo Guia quanto pelo tempo no mercado.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?

Com certeza, pois além de despertar a memória da infância, há um toque especial nos contos que pode surpreender os leitores e fazê-los pensar em histórias de sua infância e adolescência de forma diferente daquelas a que estão acostumados.

A mensagem que eu deixo é: sempre tenha um olhar de criança, mesmo para questões distantes da infância, mas que fazem parte da vida adulta.

Esta entrevista foi originalmente publicada em 14 de novembro de 2016, no Blog do Escritor, da Scortecci Editora, para a divulgação de meu segundo livro.

Minhas sombras

Atrás das grades minhas sombras estão. Desde o começo dos tempos, os meus segredos e meus pensamentos são guardados pelas sombras que se formam em mim. Cada palavra que digo, cada palavra que omito, cada olhar, cada gesto, tudo o que faço se encontra condenado ao esquecimento, e este esquecimento é o que fortalece as sombras de minha vida. E a cada segundo de minha vida minhas sombras vão ficando cada vez maiores. Qual o tanto de segredo e pensamento e gesto e olhar e palavra dita ou omitida apenas uma pessoa pode carregar? E o peso das sombras qual será?

Eu e os Cavaleiros do Zodíaco

*Publicado originalmente em 1° de setembro de 2014.

Hoje, 1° de setembro, há exatos 20 anos (1°/09/1994), estreava na mítica Rede Manchete o seu maior sucesso para além das telenovelas: o anime Os Cavaleiros do Zodíaco. Mas não estou aqui para falar de Cavaleiros, afinal, se você não conhece, você não é brasileiro (e nem mexicano, argentino, venezuelano, colombiano, espanhol, italiano, japonês, francês…). Estou aqui para falar do significado deste desenho animado japonês em minha vida. Parece algo trivial, mas foi a maior influência de minha vida (para além da “vida real”, lógico).

Vamos aos fatos:

– Quando eu tinha 5 anos, minha mãe e meu irmão fizeram uma armadura de cartolina para mim. Não durou uma hora intacta. Infelizmente não há fotos da minha invencível armadura.

– Lembro de que, na pré-escola (aos 5 anos), havia um colega que desenhava os Cavaleiros e eu achava foda por não conseguir tal façanha (não consigo desenhar até hoje).

– No meu aniversário de 6 anos, eu exigi uma temática com os Cavaleiros. Mas não tinha do Seiya, do Ikki e nem do Shiryu, por já estarem alugadas. Minha festa teve tema do Hyoga e eu não gostava dele na época.

– A revista Heróis do Futuro foi meu guia definitivo sobre CDZ (e cultura pop) até a era da internet. Eu não gostava muito da mítica Herói, talvez por não me chamar muito a atenção, apesar de ter colecionado ela a partir do ano 2000 (com a internet em paralelo, claro).

– Eu comprava bonecos de CDZ nos camelôs por serem caros à época. Tenho alguns destruídos até hoje. E por destruídos eu quero dizer: sem armaduras de verdade, mas cheios de massinha de modelar. Sim, eu criava armaduras com massinha para meus bonequinhos (digo, “action figures”, na língua atual).

– Lembro das balas Zung que vinham com as figurinhas dos Cavaleiros. Tive o álbum (em formato de pôster), mas não lembro se cheguei a concluir. Enfim, até hoje sinto saudades do gosto dessas balas. Eram as melhores!

– Parte de meu conjunto moral vem deste anime: amizade, companheirismo, honra, lealdade, dignidade, entre outras questões, são abordadas de forma incrível, quase didática em CDZ (e em praticamente TODOS os animes clássicos a passar no Brasil. O maior deles – além de Cavaleiros: Dragon Ball). Claro, um desenho animado não substitui o convívio social (família, escola, trabalho, vizinhos…), onde esse conjunto moral é vivenciado e entendido. E dizem que desenhos animados japoneses (vulgo animes) só tem violência…

– CDZ teve seu mangá (quadrinhos) publicado no ano 2000, foi o primeiro (ao lado de Dragon Ball) a ser publicado em formato original japonês, aqui no Brasil. Nesta época, além de colecionar religiosamente todos os números, eu alugava os VHS dos filmes dos Cavaleiros. Devo ter batido recorde de locação de cada uma das quatro fitas.

– A primeira coisa concisa que escrevi foi um prólogo para uma nova saga de CDZ, em 2003, antes mesmo da minha primeira história “oficial” ser escrita. Era a Saga de Ares, o deus da guerra!

– Desde o meu primeiro contato com a internet, possivelmente o que eu mais procurei foram dados, fotos, jogos e vídeos de Cavaleiros do Zodíaco. Lembro de ter um banco de fotos imenso dos Cavaleiros. Até o ano de 2003 eram só fotos e alguns vídeos de aberturas e encerramentos da série que eu baixava, mas, a partir daí foi lançada a Saga de Hades em anime, a primeira coisa “grande” que eu baixei pela internet. Esperar o fim de semana pra baixar 1 episódio de 50MB por noite ninguém merece. Os dois primeiros CDS que eu gravei (digo, que meu irmão gravou para mim), que tenho até hoje (mas estão corrompidos), tem boa parte desse material que falei. Ah! Os papeis de parede que usei em meu computador até 2006 era dos Cavaleiros!!!! (Que infantil, quase todo mundo deve pensar…hehe)

– A Saga de Hades me deixou bastante empolgado, mas quando CDZ estreou no Cartoon Network em 1° de setembro de 2003, eu fiquei tão ansioso que quase chorei. Não, eu não chorei, eu juro!

– Em 2005 criei meu perfil no site Cavzodiaco.com.br, que hoje é o maior site sobre Cavaleiros e de um único anime do mundo e uma das maiores comunidades de animes em geral que existem, com mais de 120.000 fãs/perfis ativos. E eu sou o 12°!!!!!!! Sim, eu entro todos os dias no site!

– Tenho todos os DVDS oficiais dos Cavaleiros já lançados no Brasil. Exceto a última box do Ômega, já que espero os BDS. Ômega é uma merda, mas eu vou comprar mesmo assim.

– Tenho todos os mangás já lançados no Brasil (exceto os dois relançamentos do mangá original, pois os achei desnecessários para mim), além da enciclopédia oficial, dos anime comics (quadrinhos baseados nos filmes) e dos light novels (romances) Gigantomaquia.

– Tenho apenas dois Cloth Myth, os action figures de luxo dos Cavaleiros: o deus Hades e Ikki de Fênix V2 EX. Pretendo comprar 1 por ano, pois são caros pra caralho!

– Sim, me tornei nerd e otaku por causa de CDZ, que me acostumou a essa vida maravilhosa no mundo mágico da ficção, ao lado de Yu Yu Hakusho, Sailor Moon, Shurato, Fly, Street Fighter V-II, Rayearth, Changeman, Cybercops…

– Sou fã absoluto de desenhos animados, mas Cavaleiros é o número 1 e Dragon Ball, o número 2, para mim. E citei bastante Dragon Ball por ser, talvez, o maior sucesso da história da animação japonesa e, por sua vez, o desenho animado mais popular de todos os tempos, ao lado de Os Simpsons (o meu n° 3).

– Alguns poemas de meu primeiro livro (“O sol se tornando cinza”) são baseados em Cavaleiros do Zodíaco, e são, sobretudo, títulos de músicas ou episódios do anime.

– Acho que é isso.

– Sim, já falei umas duas vezes: sou nerd.

Il sommo poeta (o poeta supremo)!

Sobre Dante:

Dante é, segundo Boccaccio, uma figura “melancólica” e “meditativa”. A história de Dante é mais interessante através de suas obras.

A primeira obra atribuída a ele é Vida Nova, poema dedicado à Beatriz, o grande amor da vida dele. E é isso que destaca esta obra das demais: a homenagem a um grande amor não correspondido. Os estudiosos alegam que a admiração dele por uma única mulher é que, Beatriz, pode ser apenas um símbolo da pureza, entre outras explicações, digamos, corteses.

A grande obra de Dante, sem dúvida alguma é A Divina Comédia (“divina”, acrescentado por Boccaccio), que conta a jornada do próprio Dante por três reinos subterrâneos: inferno, purgatório e paraíso. Dante utiliza guias para passar por cada reino: no inferno e no purgatório, Virgílio (que é anterior ao Cristianismo, por isso fica no purgatório, sem entrar no paraíso) e, no paraíso, – surpresa – Beatriz, é quem o guia! Ela morreu jovem, com apenas 24 anos, e o lugar onde ela estaria, sem dúvida alguma, é o paraíso!

Além disso, ele faz críticas aos conflitos políticos que na época dividiam Florença e, também, um debate teológico sobre a natureza do pecado e os meios para a redenção. Mas o que mais chama a atenção nesta obra são as descrições desses três reinos, que são muito utilizados até hoje. Uma obra primorosa.

P.S.: Dante, Boccaccio e Petrarca são conhecidos como “as três fontes” da literatura italiana. E Dante é conhecido, também, por ser “pai da língua italiana”.

O poeta cego

Sobre Homero:

Homero nasceu, viveu e morreu na Grécia do período clássico (século VIII a.C.). Sua importância para o entendimento da Grécia pelas gerações seguintes é a grande questão de sua obra, a poesia épica da Ilíada e da Odisseia.

Para os antigos gregos, essas histórias, da Guerra de Troia até o retorno de Odisseu (ou Ulisses, na versão latina) para tentar restabelecer-se como rei de Ítaca, não eram historinhas contatas para as crianças, mas sim, História, com “H” maiúsculo.

A Ilíada era como a bíblia para os antigos gregos (apesar de a Teogonia, de Hesíodo, ser o equivalente ao “livro do Gênesis”, da bíblia, é mais recente que as obras homéricas), ela conta como era (ou deveria ser) a vida, o modo de viver e o relacionamento com os deuses, dos antigos gregos.

Já a Odisseia, é o relato de um drama humano que, sem dúvida alguma, é o precursor das grandes histórias da Literatura, tendo praticamente todos os principais elementos dignos dos romances modernos: fantasia, romance, drama familiar, aventura, descrições geográficas e geológicas. Enfim, uma grande obra.

Homero pode não ter sido cego como diz a lenda, ou pode nem ter escrito essas obras ou apenas ter repassado as histórias orais de sua civilização, mas, ainda assim, é o grande portal para toda a Literatura do mundo ocidental.